INF.: 195/ADM/DEZ/2019 – URBANIZAÇÃO NO ESTÂNCIA, PARTE 1: UM BALANÇO DOS TRÊS PRIMEIROS MESES

Nossas obras de infraestrutura, na área do PRAD, tiveram início em setembro, depois de muitos meses dedicados à aprovação dos projetos executivos de drenagem pluvial e pavimentação, por parte do órgão ambiental. Agora, passados três meses, chegou a hora de fazer o primeiro balanço de seu andamento. Este balanço, bem detalhado, será feito em duas partes, a partir de hoje. Neste primeiro, falaremos sobre como estamos até aqui, em um formato de FAQ, ou perguntas e respostas. Na quinta-feira, 12 de dezembro, nos aprofundaremos no que será feito daqui para frente, com o cronograma das obras, expectativas de conclusão e também todo o processo de reparação do dano ambiental. Caso tenha alguma dúvida ainda não contemplada, pedimos que, por favor, nos avise através do e-mail [email protected].

 

O que já foi feito, até agora?

– 2 bacias provisórias (que farão parte das bacias definitivas) foram feitas de forma emergencial e preventiva, para impedir o aumento da erosão que levou à autuação do condomínio por dano ambiental

– Cerca de 60% da tubulação de alta capacidade, que conduz a água das chuvas dos conjuntos até as bacias de contenção, também já está instalada.

– 4, dos 8 grandes poços de inspeção, já foram concretados.

– 10 conjuntos da quadra 2 já contam, também, com a tubulação de drenagem instalada, e desses, 8 já estão pavimentados. 2 estão em fase de terraplenagem, aguardando redução no volume de chuvas, para que também possam ser pavimentados.

 

Uma das bacias de contenção provisórias, atualmente em operação.

 

Vista aérea de um dos conjuntos em fase de pavimentação

 

Quantos conjuntos tem a quadra 2?

24 conjuntos. Um terço da quadra já conta com pavimentação em seus conjuntos, praticamente a metade possui a rede de drenagem, e agora parte de sua avenida, do balão de acesso da portaria norte até o final da quadra, serão asfaltados a partir de janeiro.

 

Qual o prazo para conclusão das obras?

Apesar do PRAD ter um prazo máximo de 24 meses para conclusão, o contrato com a empresa que a está  executando as obras é de doze meses. Atualmente, um quarto deste período foi consumido.

 

Como será, afinal, a pavimentação?

Nos conjuntos, serão utilizados bloquetes, dispostos de forma entrelaçada, ou intertravada, sobre um solo tratado e muito bem compactado, evitando deformações. Nas avenidas principais, será utilizado asfalto, com igual qualidade.

 

Por que a obra não caminha mais rápido?

É importante observar que o maior volume de obras está, justamente, abaixo do solo, e é praticamente imperceptível. Toda a rede de águas pluviais exige grandes obras de engenharia que, em seguida, são totalmente enterradas, sobrando apenas bocas de lobo e tampas de inspeção. As duas fotos abaixo demonstram bem a dimensão do que está abaixo do solo.

 

 

Na primeira foto, a preparação de um dos poços de inspeção. Repare na proporção do trabalhador, ao lado da forma de concretagem. A segunda foto mostra este poço já pronto para ser enterrado.

 

 

Em relação ao cronograma original, estamos em dia, ou estamos atrasados?

Estamos atrasados, por duas razões: a primeira delas, por atrasos no fornecimento de tubulações, por parte da Tigre. Foram dois pedidos iniciais, e o volume pedido esteve acima do que a empresa conseguiria entregar dentro do prazo. A situação já foi sanada, após reuniões com representantes da empresa, que se comprometeram a atender aos pedidos dentro do prazo, sem possibilidade de novos atrasos. O pedido realizado para atender às obras do mês de dezembro foi entregue dentro do prazo, e, na quinta-feira, o pedido referente ao mês de janeiro também estará desembarcando aqui no Estância.

A segunda causa é o alto volume de chuvas registrado nas últimas semanas, muito acima das previsões iniciais. Essas chuvas atrasam os trabalhos de escavação e de terraplenagem, essenciais para que os demais possam ocorrer. A expectativa, agora, é que o asfaltamento de uma parte da avenida da quadra 2 (trecho entre o balão de acesso da portaria norte até a área de lazer) ocorra em duas etapas, nos meses de janeiro e fevereiro.

 

Se a Tigre atrasou a entrega, não deveríamos ter comprado de outra empresa?

Esta possibilidade foi, de fato, cogitada e verificada no mercado. Porém, neste caso, a troca de fornecedor também implica em mudanças nas especificações técnicas dos produtos (aumento ou redução na vazão dos tubos, por exemplo), o que também demandaria modificações no projeto e nova aprovação nos órgãos públicos. Além disso, nenhum fornecedor ofereceu condições melhores que a Tigre e, portanto, não se apresentou viável a troca do fornecedor.

 

Como ficarão as obras no período das chuvas? Não existem tecnologias que permitem a continuidade das obras mesmo com chuva?

As obras seguem, na medida do possível. Com o solo molhado, várias etapas de terraplenagem e instalação de tubos ficam prejudicadas. No entanto, os custos desse atraso são de responsabilidade da empresa contratada. Outras etapas, menos dependentes do solo seco, podem ser priorizadas, alterando apenas o calendário de execução.

 

Como é feito o pagamento?

Ao final de cada etapa prevista no cronograma, a construtora a apresenta à empresa responsável pela fiscalização do trabalho, a Dynatest Engenharia, que faz a fiscalização permanente da execução dos serviços. O resultado desta medição é entregue ao engenheiro responsável pela gestão da obra, que autoriza o pagamento, caso avalie que o serviço foi efetivamente cumprido, conforme todas as especificações do contrato.

Ou seja, não é feito pagamento de serviço não executado ou não previsto em contrato.

 

Quanto foi gasto até agora?

Até o momento, R$ 3.170.000,00 (três milhões, cento e setenta mil reais), contando a última medição, realizada nesta semana. Ao todo, três pagamentos, referentes a serviços efetivamente entregues e fiscalizados.

 

Estamos em dezembro, período em que todos os trabalhadores gozam de recesso natalino. Este período será compensado de alguma forma?

Sim. Originalmente, trabalhávamos com a possibilidade de manter uma equipe reduzida, trabalhando durante o período do recesso, que vai do dia 20 de dezembro ao dia 06 de janeiro. No entanto, o grande risco de chuvas durante o período talvez tornasse a iniciativa pouco viável. Negociamos, então, com a Conterc, que esses dias seriam convertidos em expedientes da equipe, aos finais de semana, em período posterior. Serão, portanto, oito finais de semana à disposição, acelerando a conclusão das etapas em períodos mais favoráveis.