INF.: 660/ADM/OUT/2026 – SEGURANÇA NO CONDOMÍNIO: PRECISAMOS FALAR A RESPEITO

 

Recentemente, uma ocorrência de furto a residência no interior do condomínio trouxe à luz um debate antigo a respeito do seu funcionamento, políticas e investimentos. Esse debate é natural, mas precisamos nos ater aos fatos e às próprias limitações financeiras e aquelas impostas pelo poder público aos condomínios.

Somos um dos maiores condomínios do Distrito Federal, com 1963 unidades privativas, e uma população estimável em pelo menos 6 mil habitantes, considerando dados apurados na Pesquisa Distrital Por Amostra de Domicílios. Somando moradores e a população flutuante, que entra e sai diariamente do condomínio, chegamos, hoje, a aproximadamente 10 mil pessoas distribuídas em 2,2 milhões de metros quadrados de área.

Considerando tudo isso, podemos dizer que o número de ocorrências no interior do condomínio é baixo, apesar da precariedade do cercamento, alvo de diversas remoções por parte da Agência de Fiscalização ao longo dos anos. Temos uma equipe de 32 agentes de segurança, composta por cinco vigilantes supervisores e 27 vigias que se dividem nos quatro turnos regulamentados por lei, além dos 15 agentes de portaria.

Essa equipe de segurança não atua por meio de diretrizes definidas pela Administração ou pelos moradores, em assembleia. Pelo contrário, nossa segurança atua conforme determinações da Polícia Federal, que é quem cuida da regulamentação (por meio do Estatuto da Segurança Privada), da fiscalização, do treinamento e da reciclagem dos profissionais. Nossos cinco supervisores são cadastrados junto ao órgão, e respondem diretamente a eles, assim como a diretora administrativa, que é cadastrada junto à Polícia Federal como a responsável pela segurança.

 

 

A vigilância interna fica, portanto, regulada pela política de segurança orgânica. Nosso condomínio, pelo que foi autorizado pela PF, não pode ter seguranças armados, e apenas os supervisores podem portar tonfas (conhecidas popularmente como cassetetes). Os rondas não podem agir como policiais, e, em caso de ocorrência, devem acionar seus supervisores, nunca agindo sozinhos, exceto para prestar primeiros socorros.

 

 

Nossa equipe é treinada (inclusive para primeiros socorros, atendimento às ocorrências de violência familiar e captura de animais silvestres) e fiscalizada, e obedece a um fluxo de trabalho definido, em que, caso ocorra qualquer suspeita, o responsável pela unidade deve ser contatado. Infelizmente, nem sempre as ligações são atendidas, pois muitas vezes os números estão desatualizados, ou os responsáveis recusam as chamadas porque não possuem o contato da segurança salvo em seus telefones. A cada ocorrência, o emprego desses procedimentos é verificado e, caso necessário, ajustes são realizados.

 

MELHORIAS NA VIGILÂNCIA

 

Estamos em meio a uma grande e dispendiosa obra de infraestrutura, a uma obra de distribuição de água potável, e ao desembolso milionário com o remanescente das ações por perda de lotes decorrentes do projeto urbanístico de 2010. Além das grandes demandas ao caixa do condomínio, ainda temos duas taxas extras sendo cobradas dos condôminos, e é preciso ser responsável com o planejamento financeiro. Em nossa Assembleia Geral Ordinária de 2026, aprovamos que parte do recurso das taxas extras pudessem ser empregados para a instalação de câmeras de vigilância, instalação de quebra molas e estruturação das portarias, à medida em que tais recursos fossem sobrando em caixa.

Com isso, as portarias sul e norte já receberam iluminação, antenas para o sistema de tags, infraestrutura de dados, cancelas e totens de identificação, e os quebra molas já estão em fase de contratação para a execução. Estamos nos preparando para, em breve, iniciar a tomada de preços para a contratação da empresa que fará a instalação do circuito fechado de monitoramento por vídeo.

Já temos uma boa parte do perímetro do condomínio vigiado por câmeras, o que colaborou muito com a segurança. Agora a demanda é por um grande número de câmeras, pois temos quatro grandes avenidas e pelo menos 96 ruas para vigiar, algumas muito extensas, demandando dezenas de câmeras cada uma. E todo esse material produzido precisa ser monitorado ativamente, em uma sala apropriada, para que o investimento faça realmente sentido.

Caso queira maiores detalhes sobre o que foi apreciado a respeito, acesse ceqa.com.br/ago2026. Há tanto informativos com a apresentação da proposta, como o vídeo do debate, a partir de 01h27m. Estamos também disponíveis, na Administração, para debater a proposta de vigilância e o panorama atual das políticas de segurança adotadas.

Entendemos que algum pânico possa surgir diante das notícias, mas precisamos agir com responsabilidade e observância às normas legais. E convidamos a todos para que se façam presentes ao próximo Café com Informações, que está sendo programado, para discutir sobre temas muito importantes para o nosso dia a dia!